Humboldt Universität zu Berlin

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Actualmente, no vestíbulo da Universidade Humboldt, em Berlim, encontramos grafada a 11.ª Tese sobre Feuerbach, de Karl Marx.

“Die Philosophen haben die Welt nur verschiden interpretiert, es kommt aber darauf an sie zu veradern.”

Marx, nesta crítica feroz a Ludwig Feuerbach, pretendeu sobrepor a praxis a qualquer actividade teórico-especulativa, ainda que esta revele pressupostos comprobatus. Grande parte do radicalismo marxista do século XX (Estalinismo, Maoismo, Comunismo Khmer, Sendero Luminoso, etc.) fundamentou-se unicamente nesta predicação filosófica, que se pretende anti-filosófica, o que não deixa de ser contraditório e profundamente perigoso.

Não deixa de ser interessante ler esta tese marxista na entrada de uma Universidade fundada por Wilhem von Humboldt (1767-1835), um filósofo e linguista prussiano encarregado de renovar o sistema educativo, principalmente o universitário, após a derrota da Prússia diante das tropas napoleónicas. Humboldt considerava que era preciso uma reforma política, mas para isso seria necessário primeiramente reformar os cidadãos mediante a educação. O objectivo da Universidade deve ser educar pessoas e não formar trabalhadores. Nesse sentido, o centro da Universidade foi – deveria continuar a ser? – a faculdade de Filosofia, já que o seu saber é o único que compreende a conexão interna que existe entre todas as parcelas do saber.

® Hélder Filipe Azevedo, 2016
Licenciado em Filosofia pela Universidade do Minho. Pós-graduado em Ética e Filosofia Política pela Universidade Católica Portuguesa. Pós-graduado em Direitos Humanos pela Universidade do Minho. Licenciando em Direito pela Universidade do Minho.

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