Filme: Andrei Rublev

Andrei Rubliev, Rússia, 1966.https://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpg

Andrei Rublev - nordic retail DVDAndrey Rublyov (título original) é uma obra prima do cinema russo. Realizado por Andrei Tarkovsky, em 1966, o filme é simultaneamente uma biografia, um drama e uma narrativa histórica. É uma biografia do pintor russo Andrey Rublyov, que viveu entre 1360 e 1430, sendo considerado o grande mestre da pintura de frescos e de ícones do século XV. Foi Rublyov o responsável pelos frescos interiores da magnífica Catedral da Dormição ou da Anunciação da Virgem, em Moscovo. Não deixem de ver, por exemplo, a imagem The saviour furious eye, ou o iconóstase da Catedral.

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The Saviour Furious Eye

Apesar do seu talento superior, há um pormenor risível no trabalho de Rublyov, nomeadamente a sua incapacidade de pintar ou representar crianças. As suas representações do menino Jesus, por exemplo, são ridículas. Aquilo que os pintores russos da época faziam, incluindo Rublyov, era pintar um homem adulto em miniatura, e assim tínhamos uma criança! Mas isso também não deve servir para depreciar o talento deste personagem tão desconhecido e, simultaneamente, tão sedutor.

O filme é também um drama e uma narrativa histórica porque percorre a atribulada vida russa e o seu povo sofrido. Desde a invasão dos tártaros até ao feudalismo tardio, e que durou demasiado, o filme representa também essa história de sofrimento e de servidão. Não se pode compreender os russos sem se tentar, pelo menos, conhecer essas suas raízes.

Estreado no festival de Cannes, e vencedor do prémio Fipresci, esta obra cinematográfica representa o que de melhor se fez em cinema no período soviético. Ainda hoje é aclamado pela crítica e avaliado muito positivamente pelos cinéfilos. Passou na RTP2, no passado dia 2 de Setembro, e é de visionamento obrigatório! Nota 10/10

©Hélder Filipe Azevedo, 7.ix.2016

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