Filme: Midiendo el Mundo, 2012

midiendo_el_mundo_46700Midiendo el Mundo, Alemanha, 2012.https://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpg

Die Vermessung der Welt, no original, é um curioso filme alemão, de 2012, adaptado ao cinema a partir da obra homónima de Daniel Kehlmann (Traduzida em Portugal como A Medida do Mundo, pela editora Presença, em 2007). É um conto épico, em forma de sátira, sobre duas figuras históricas, prussianas, que viveram experiências únicas numa mesma época, entre finais do século XVIII e a primeira metade do século XIX. Trata-se do explorador e geógrafo Alexandre von Humboldt e do matemático Carl Friedrich Gauss. Ambos decidiram medir o mundo, literalmente, no entanto, enquanto Humboldt, proveniente de uma família muito rica, que o educou à base de aulas particulares, decidiu viajar pela América Latina, subir montanhas (como o Chimborazo), contactar tribos indígenas, desenhar e registar tudo o que a experiência lhe poderia proporcionar, Gauss, um pobre desgraçado, filho de gente humilde, que estudou graças a uma bolsa de estudo cedida por Carl Wilhelm Ferdinand, Duque de Brunswick, não saiu da sua Prússia natal. O naturalista Humboldt descobre o mundo, na companhia do francês Aimé Bonpland, despreocupadamente, enquanto Gauss vive permanentemente na penúria e no asfixiante ambiente da sua pátria iluminista mas acossada pelos desejos napoleónicos de subjugação. São duas figuras fascinantes.

O filme, em si, é muito curioso. Não é uma biografia, não é, nem mais ou menos, um documentário, nem sequer um drama histórico. É uma sátira que combina factos com exageros, histórias com contos, verdades com insinuações, tudo de forma muito leve. Além do mais, a história em si é bem contada e as imagens são pretensões realistas de época.

O jornal ABC definiu o filme como “Uma deslumbrante reconstrução de época, uma sátira de aventuras e uma parábola sobre a curiosidade humana” e o El Periódico, atribuindo 5 estrelas ao filme, conclui que se trata de “uma curiosa produção alemã que conta a história de duas eminências que estavam condenadas a encontrar-se“.

Vale a pena ver o filme e ler a obra, nem que seja para se conhecer, de uma forma descomprometida, ou seja, não académica, duas figuras singulares do património histórico e cultural europeu.

O filme não passou em Portugal mas existe a versão castelhana em DVD.

© Hélder Filipe Azevedo, 10 de Dezembro de 2016

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