Filme: Agnus Dei

Agnus Dei, France, 2015.https://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpg

Agnus Dei, traduzido em Portugal como As Inocentes, é um drama francês, da cineasta luxemburguesa Anne Fontaine, de 2016, que conta uma história verídica de impiedade e impunidade, sucedida na Polónia de 1945, no período sucedâneo da II Guerra Mundial. O filme é adaptado a partir dos diários de Madeleine Pauliac, uma enfermeira da Cruz Vermelha, que presenciou in situ e in loco toda essa história de infâmia. Assim, no final de 1945, as tropas soviéticas ocuparam a Polónia e de entre todos os crimes de guerra e contra a humanidade que possamos imaginar, há um profundamente sádico (na verdade, todos os crimes são sádicos): um grupo de militares embrutecidos pela exeriência atroz da guerra (vamos pensar que sim) decide invadir um convento e, das 25 monjas residentes, decidem matar 15 e violar as restantes 10. Nesse palco de terror, onde se viola o corpo e o espírito de quem sacraliza ambos, acontece o encontro da violência com o escândalo. Grande parte destas mulheres pias e reclusas, com profundo e místico voto de pureza e abstinência, engravidam. A partir daqui desenrola-se uma rotina de esperança e de loucura. Levantam-se questões complexas: como é que monjas católicas, vítimas de uma dupla violação – do seu corpo e da sua fé – conseguirão dar à luz, quase simultaneamente, em segredo? E o que fazer com as crianças? Como conseguirão esconder da comunidade polaca esta tragédia que, invariavelmente, destruirá as suas vidas? Como vencer os sentimentos de impureza e danação? Como viver no meio da total infâmia?

Não há muito a dizer sobre esta obra de arte, apenas recomendar vivamente a sua visualização e ficar com muitas interrogações sobre a natureza do homem e Deus.

Nota: 10/10

© Hélder Filipe Azevedo, 2016



Categorias:Uncategorized

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