Stefan Zweig – Adeus Europa (filme)

stefan_zweigSTEFAN ZWEIG: Adeus Europa. Maria Schrader, Áustria/Alemanha/França, 2016. https://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpg

Stefan Zweig (1881-1942), junto com Thomas Mann, foi o maior expoente literário alemão da primeira metade do século XX. A sua condição social – judeu e alemão – levou-o a viver na inquietude permanente, tentando encontrar uma síntese dialéctica capaz de superar essas aparentes contradições que emergiam numa tensão histórica. Tentou encontrar o ser do cidadão europeu, uma espécie de natureza intrínseca ao ser-se europeu. Assistiu ao definhar da República de Weimar, a vanguarda do constitucionalismo liberal na Europa ocidental, e assistiu à loucura colectiva dos europeus em geral, e dos alemães em particular, que decidiram caminhar os trilhos da barbárie. O seu suicídio foi o epílogo de uma obra simultaneamente luminosa e trágica. Talvez tenha sido a última homenagem de um atormentado à liberdade e um aviso de horror ao tempo, matando-o pela vontade,  que conduzia a transição do velho para o novo mundo, e a um continente que tanto amava e que se perdera nos meandros da loucura.

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Amante, por simpatia e gratidão, de um Brasil jovem e exuberante, Stefan Zweig procurou encontrar aí um símile do paraíso, mas o paraíso é, para um humano (demasiado humano, como disse Nietzsche), um lugar estranho. A inadaptação passa a condição natural. A morte foi a consequência inevitável.

À Europa, a sua grande paixão, legou o autor inúmeros pensamentos, múltiplos avisos, longos diálogos e, além do mais, linguagens distintas que pretenderam constituir a estrutura cultural de diferentes povos emergidos a partir de uma única essência. Era aí que pretendia chegar. Uma missão impossível.

Realizado por Maria Schrader, em 2016, com actores europeus conceituados, como Josef Hader e Barbara Sukowa, além de prestigiados actores portugueses, o filme foi rodado na ilha de São Tomé e galardoado em festivais de cinema na Alemanha e na Áustria.

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Um filme interessante que vale, sobretudo, como uma efémera viagem ao mundo de um escritor fascinante. Para um estudo mais aprofundado, recomendo a leitura da obra O Mundo de Ontem: Recordações de um europeu, publicado em Portugal pela Assirio & Alvim. Nota 9/10.



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