Categoria: Uncategorized

A PROPÓSITO DOS 200 ANOS DE MARX

pedro_guerra_1_900AS 51 TESES SOBRE FEUERBACH, ou como colocar a N’drangheta a chamar imoral à Camorra.

Pelo Filósofo Pedro Guerra

16.05.2018 – BTV

BENFICA (Pedro Guerra) DIXIT (ipsis verbis):

 

  1. – O caso do Sporting mancha o futebol nacional.
  2. – O Sporting está capturado.
  3. – Já sabemos quais são os métodos do Sporting para ganhar.
  4. – Não pode valer tudo para ganhar.
  5. – Assistimos a um discurso de ódio e incitamento à violência.
  6. – Sporting juntou-se ao FC Porto e vão pagar isso muito caro.
  7. – São 2 feiticeiros e um já está desmascarado, falta o outro.
  8. – O Sporting está-se a vitimizar.
  9. – O Benfica tem pessoas muito preparadas a quem muito se deve: gabinete de crise, gabinete jurídico e equipa de advogados.
  10. – O Benfica foi alvo de um ataque.
  11. – Os árbitros sentiram-se condicionados.
  12. – O Sporting foi deixado à sua sorte pelo parceiro.
  13. – O que está a acontecer no Sporting é o colapso do clube.
  14. – Estão todos agarrados ao lugar, no porto e no Sporting.
  15. – Nós vimos como o porto ganhou este campeonato, valeu tudo.
  16. – Nos e-mails, alguns que podem ser verdadeiros, não há nenhum conteúdo que indicie qualquer ato de viciação desportiva.
  17. – Os sportinguistas enganaram-se, elegeram um presidente que não tem a mínima preparação para o cargo, foi um ato de desespero.
  18. Não quero estar a aproveitar o momento…investigue-se.
  19. Temos de ser justos: a presunção de inocência é um valor que tem de se aplicar a todos.
  20. Levamos lições de moral e ética desta gente que está no Sporting, com julgamentos sumários.
  21. O homem que dirige o Benfica chegou em 2003 e disse uma frase: se for para ganhar a qualquer preço, então sou o homem errado.
  22. Isto que está a acontecer no Sporting não é por acaso que está a acontecer.
  23. Bruno de Carvalho, se fosse um tipo humilde, já se tinha demitido.
  24. Eu gosto de ganhar ao Sporting em campo.
  25. O Sporting é uma grande instituição deste país, a quem Portugal deve muito. Parece um clube de bairro.
  26. Não tolero que o Sporting seja gerido por gente que mente compulsivamente, para nos abaterem.
  27. Nós, no Benfica, elegemos dirigentes que são dirigentes com provas dadas. Quem são os dirigentes do Sporting, de onde vieram?
  28. Não há milagres. O Sporting está a pagar por tudo.
  29. Aquelas imagens no Sporting…não gostei de ver.
  30. Combater a corrupção constitui um imperativo ético e uma exigência democrática (esta parte não decorou, teve de baixar os cornos para ler o papel).
  31. É preciso consequências pesadas…vejam na Itália.
  32. É uma machadada no andebol, que nunca mais será o mesmo.
  33. Eu (ele, Pedro Guerra, para que fique bem claro!) assisti a todos estes jogos de andebol (menos um, vá), e confidenciei a uma pessoa que é especialista em andebol, que ficava intrigado com algumas arbitragens, mas achava que o problema era meu.
  34. Recordo-me de ter ficava indignado de algumas decisões da arbitragem de andebol.
  35. É-nos dito em surdina que esta prática não foi apenas no andebol e supostamente era para estender a outras modalidades.
  36. É sabido que este senhor, André Geraldes, foi apresentado como grande responsável pelos êxitos do Sporting.
  37. O crime de corrupção, a prova é complexa, dizem os entendidos.
  38. Há uma coisa que sei, o Benfica não tem estas práticas e foi acusado disso (bla bla bla).
  39. Você, Luís, alertou-me agora, que não tinha visto (mas vi todos os jogos de andebol) isto pode estender-se ao futebol. Vem no JN. Estão em causa jogos com o Guimarães, Feirense, Chaves, Tondela, com o Aves e com o Estoril.
  40. Estamos a falar de um crime gravíssimo. Jogadores que foram aliciados. A confirmar-se, é gravíssimo!
  41. Os valores que o presidente do Sporting apregoa é uma treta.
  42. O Sporting é vítima. Não tem culpa de ter dirigentes que têm estas práticas. (É este o momento em que Guerra não quer consequências desportivas e criminais para o Sporting).
  43. O presidente do Benfica é um homem seríssimo. Dedica-se de corpo e alma ao clube por um ideal e por uma promessa que fez ao pai. Dedicou tudo ao clube. Temos um homem notável à frente do clube.
  44. Há benfiquistas que ganharam muito e agora fazem críticas injustas.
  45. Estamos a ser atacados e o nosso trabalho não é reconhecido por muitos benfiquistas.
  46. Nós não podemos cometer os erros que os nossos vizinhos estão a cometer.
  47. Há doping financeiro em Portugal. Se existisse fair-play financeiro interno, o Porto e o Sporting não teriam condições para participar.
  48. Sobre o Sporting, ponham a mão na consciência, se a tiverem, porque sabe, eles fizeram muito mal aos outros e o Sporting colaborou nisto. Mas ainda falta alguém aqui. (neste momento, já estamos todos a tremer de medo)
  49. Nós não somos iguais a eles.
  50. Se Portugal fosse um país evoluído, o actual presidente do FC Porto já não estaria em funções.
  51. Nós não sabemos onde isto vai parar. Nós não nos vamos esquecer do que nos fizeram, do que nos acusaram e daquilo que nos tentaram abater.

“Sobre aquilo que não podemos falar, devemos calar”

L. Wittgenstein (este sim, um verdadeiro filósofo!!!)

CRÓNICAS – JORNAL VILA NOVA

IMG_0442_editRepublico aqui as minhas três primeiras crónicas no jornal famalicense Vila Nova.

1. Sobre o Jesuíta Tomás Pereyra (1645-1708), natural de São Martinho do Vale.

Tomás Pereira _ O elogio de um passante

2. Sobre o Julgamento de A. Eichmann e a Justiça dos Vencidos.

Direito _ Vae Victis ou A Justiça dos Vencedores (sobre a causa penal 40_61)

3. Sobre os Animals Rights  e a nova legislação portuguesa.

Ética e Direitos dos Animais _ Narciso e o longo cativeiro animal. A propósito da Lei n.º 8_2017, de 3 de março

São Martinho do Vale, 10.IV.2018

The Llama Train Photo by Josh Branson — National Geographic Your Shot

Fotos de partilha obrigatória!

The mountains got hit with, what you might call a little cold snap, and through happenstance I got to help Alan the Wrangler, bring the llama train down the mountain. (Ice on the lens warning.)

Fonte: The Llama Train Photo by Josh Branson — National Geographic Your Shot

Filme da Semana: Tom of Finland (2017)

tom_of_finlandTOM OF FINLAND. Dome Karukoski, Finland/Sweden/Denmark/Germany/Iceland/USA, 2017. https://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpg

Tom of Finland é uma co-produção nórdico-americana, de 2017, candidato da Finlândia aos Óscares de 2018, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, que aborda a génese biográfica desse significativo ícone da cultura queer. Na pré-história da existência humana, ou seja, quando não havia internet, nem nada que se parecesse, a revista, o panfleto e a fotografia eram basicamente os únicos meios capazes de difundir e generalizar o erotismo em geral e o homoerotismo em particular. O criador deste homem extremamente musculado e vestido a justo cabedal, Touko Laaksonen, um decorador e publicista finlandês, soldado de guerra, quando a Finlândia foi invadida pela Rússia de Estaline, e crítico da forma como os homossexuais eram tratados no seu país, é biografado de uma forma esteticamente honesta. Fascinado desde tenra idade com o corpo masculino, viveu esse duro  embate com os conceitos sociais de proibição, crime e pecado. Foi obrigado a viver demasiado tempo na escuridão, escondido na mentira, num lugar de hipocrisia. Tudo era proibido nessa Finlândia fria, outrora dominada por um império eslavo, um país luterano e ainda impregnado de algumas ideias (políticas, religiosas, sociais, culturais, etc) profundamente conservadoras. O autor ousou transpor as fronteiras da pequenez finlandesa e exportar um produto ousado e irreverente, que viria a tornar-se objecto de culto de uma geração de homens que aspiravam à chamada libertação gay. Conseguiu-o nos Estados Unidos dos anos 60, 70 e 80. A popularização dos seus desenhos demorou a chegar a uma Europa sempre tão complicada e em permanente contradição.

Proibido em mais de 50 países, injustificadamente, o filme é interessante e nada controverso. Reafirmo que apenas retrata a vida desse homem singelo que ousou objectivar artisticamente a fantasia e os desejos reprimidos de muitos homens que sofreram na pele uma ditadura de conformação. O filme é um documento valioso porque desmistifica os habituais clichés que povoam todo o imaginário daqueles que, pela ignorância ou pelo medo, se recusam a conhecer ou reconhecer o direito à diversidade.

Nas palavras do realizador:

“Dedicámos cinco anos a investigar a vida do Tom of Finland porque, embora ele seja uma referência mundial da arte gráfica e da cultura gay, poucos conhecem verdadeiramente a sua história de vida, que é extremamente interessante e se mantém inspiradora nos tempos que correm”

Um filme estética e historicamente muito interessante.

Nota: 8/10

© Hélder Filipe Azevedo, 2017