Classifiquei Macbeth (2015) 9/10 #IMDb

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St. Petersburg – 6 Encantamentos

saopetersburgoPara aqueles que desejam conhecer esta magnífica cidade, recomendo algumas experiências absolutamente inolvidáveis:

1.º

Passeio pelo Neva

Faça um pequeno passeio de barco pelo Rio Neva. A água negra, as suas inúmeras pontes móveis e os canais, e a visão magnífica de uma cidade construída sob terrenos pantanosos para representar o paraíso na terra. Esta experiência fará de si uma pessoa privilegiada.

2.º

Assista a um ballet

Os russos são exímios executantes desta arte clássica. Quando lá estive, por exemplo, tive a oportunidade de assistir, no Teatro Alexandrinsky, à peça Lago dos Cisnes, de P. Tchaikovsky, numa apresentação da St. Petersburg State Academy. O rigor e o deslumbre são apanágios da escola russa. Uma noite fascinante e inesquecível.

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3.º

Visite o Museu Fabergé

O Fabergé Museum of St. Petersburg é o local perfeito para ver in situ e in loco os famosos ovos de Páscoa fabergé. Situado no Palácio Shuvalov, este museu possui a maior colecção do mundo dessas obras de arte da joalharia, que tanto fascinava as Imperatrizes Maria Fyodorovna, mulher do Czar Alexandre III, e Alexandra Fyodorovna, esposa do Czar Nicolau II. São peças de arte de valor incalculável.

4.º

Visite a Catedral de Santo Isaac

A maior e mais sumptuosa igreja ortodoxa russa. Desde a década de 30 que a catedral é um museu e, para gáudio dos turistas, é possível subir à sua cúpula (atenção que a subida é íngreme e bastante custosa, são mais de 200 degraus). O esforço compensa, porque é possível aí contemplar uma bela panorâmica da cidade de Pedro, o grande.

5.º

Catedral do Sangue Derramado

Não pode deixar de visitar a Igreja da Ressurreição do Salvador sobre o Sangue Derramado. Com uma arquitectura tipicamente russa, saída de um conto oriental, foi construída no local onde fora assassinado, em 1881, o Czar Alexandre II. Uma das igrejas mais bonitas de toda a Rússia.

6.º

Tour Turístico Clássico

Visite aqueles lugares obrigatórios por excelência, como a Igreja de S. Nicolau, o Hermitage, o Palácio de Inverno, a Fortaleza de S. Pedro e S. Paulo, o Palácio de Pedro, mais conhecido por Peterhof, e vá até Tsarkoye Selo, ao Palácio de Catarina, onde pode contemplar a absurdamente bela sala de âmbar.

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Não é por acaso que São Petersburgo venceu este ano, pela segunda vez consecutiva, o prémio de melhor cidade da Europa, nos prémios World Travel Awards. Esta é daquelas experiências que têm de ser vividas pelo menos uma vez na vida.

© Hélder Filipe Azevedo, 2016

VN FAMALICÃO – OUTUBRO CULTURAL

close-upDurante o mês de Outubro, mais propriamente de 27 a 30, realiza-se em Famalicão o evento Close-Up, Observatório de Cinema de Vila Nova de Famalicão. Esta mostra cinematográfica é uma boa oportunidade para assistir-se a filme como Treblinka, de Sérgio Trefaut e Filho de Saul, de Lázló Nemes, no dia 28 (sexta-feira), O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues, no sábado (29.10), ou ainda Memórias de Ontem, de Isao Takahata, no domingo. As entradas por sessão de cinema custam 2,00 €, mas são gratuitas para estudantes. A não perder.

 

Dmitry Shostakovich: Um Homem de Muitos Rostos

Esta segunda-feira, dia 12.09.2016, à noite, na RTP2.

A vida e a obra de um génio sob o regime de Estaline!

Fonte: Dmitry Shostakovich: Um Homem de Muitos Rostos

Filme: Antes que Anoiteça

before_night_falls_posterAntes Que Anoiteça, EUA, 2000.https://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpg

Before Night Falls (no original) é uma adaptação ao cinema da obra autobiográfica do escritor cubano Reinaldo Arenas. Realizado por Julian Schnabel, em 2000, o filme conta com os desempenhos fabulosos de Javier Bardem e Johnny Depp. Passou pelos mais importantes festivais de cinema, tendo arrecadado cerca de quinze prémios, incluindo o Grande Prémio do Júri do Festival de Veneza. Apesar disso, passou injustamente despercebido no mercado nacional, tendo saído, na altura, em DVD na colecção Y do jornal Público.

Reinaldo Arenas (1943-1990) foi um poeta, escritor e dissidente cubano, homossexual, que, pela mão dos grandes escritores José Lezama Lima e Virgilio Piñera, se tornou uma referencia nos círculos intelectuais de Havana na década de 60. Alguns poucos anos após a revolução, viria a ser perseguido pelo regime castrista, devido não só à sua condição sexual, mas igualmente pela sua escrita, considerada libertária, reacionária e totalmente subversiva.

O escritor nasceu numa família pobre, filho de uma mãe neurótica e de um pai incógnito, numa casa de muitas mulheres – a avó, a mãe, as tias solteiras, as primas e afins – cresceu num ambiente de extremos, onde no lugar dos bens materiais abundava a liberdade e o sonho, tendo aí colhido muito do material com que viria a cimentar as suas obras. Em 1967, com o seu primeiro conto, Celestino antes da madrugada, escrito num realismo mágico ainda incipiente, recebeu uma menção honrosa do Sindicato de Escritores Cubanos, quando já aí merecia o primeiro prémio. Não lho foi dado por uma questão política. Essa foi, aliás, a primeira e única novela que publicou na sua ilha natal. Foi claramente um escritor perseguido e censurado. O Mundo Alucinado, por exemplo, fora enviado clandestinamente para França, onde viria a ser publicado e premiado, em 1969.

Numa armadilha do regime, chegou a ser preso, torturado e enviado para campos de concentração, onde cumpriu trabalhos forçados. Passou pela privação do sono, pela fome, pelas humilhações permanentes, por diversos castigos físicos e morais, que jamais ousou perdoar e esquecer. Não teve descanso na vida. Sobreviveu graças à sua capacidade de resistência em ambientes adversos, sempre por intermédio da sorte e da escrita.

Já doente com HIV, terminou com a sua vida em Nova York, deixando cartas aos seus amigos e à imprensa, como adendas ao seu testamento, acusando Fidel Castro de criminoso, o único meliante responsável por todas as suas tragédias, que não foram poucas. Nunca perdoou ao regime o infortúnio que vivera e as amarguras que padecia. Não é que tivesse sido um apologista do regime de Fulgêncio Batista e também ele chegara a ser um iludido da revolução. Mas tudo correu mal, excepto a sua extraordinária capacidade de escrever.

Ainda vai durar algum tempo, mas Reinaldo Arenas entrará, sem sombra de dúvidas, no panteão do grandes escritores cubanos, ao lado de José Martí, Lezama Lima ou mesmo Alejo Carpentier, património cultural e intelectual de Cuba. Ambos, o escritor e o país, merecem essa reconciliação!

Tanto o filme como a autobiografia estão publicados em Portugal. Ambos são documentos extraordinários, experiências de vida que todo o ser humano deve conhecer, para seu próprio gáudio. Nota 10/10

© Hélder Filipe Azevedo, 10.ix.2016

 

Filme: Andrei Rublev

Andrei Rubliev, Rússia, 1966.https://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpghttps://i1.wp.com/i.istockimg.com/file_thumbview_approve/18661172/3/stock-photo-18661172-five-pointed-star.jpg

Andrei Rublev - nordic retail DVDAndrey Rublyov (título original) é uma obra prima do cinema russo. Realizado por Andrei Tarkovsky, em 1966, o filme é simultaneamente uma biografia, um drama e uma narrativa histórica. É uma biografia do pintor russo Andrey Rublyov, que viveu entre 1360 e 1430, sendo considerado o grande mestre da pintura de frescos e de ícones do século XV. Foi Rublyov o responsável pelos frescos interiores da magnífica Catedral da Dormição ou da Anunciação da Virgem, em Moscovo. Não deixem de ver, por exemplo, a imagem The saviour furious eye, ou o iconóstase da Catedral.

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The Saviour Furious Eye

Apesar do seu talento superior, há um pormenor risível no trabalho de Rublyov, nomeadamente a sua incapacidade de pintar ou representar crianças. As suas representações do menino Jesus, por exemplo, são ridículas. Aquilo que os pintores russos da época faziam, incluindo Rublyov, era pintar um homem adulto em miniatura, e assim tínhamos uma criança! Mas isso também não deve servir para depreciar o talento deste personagem tão desconhecido e, simultaneamente, tão sedutor.

O filme é também um drama e uma narrativa histórica porque percorre a atribulada vida russa e o seu povo sofrido. Desde a invasão dos tártaros até ao feudalismo tardio, e que durou demasiado, o filme representa também essa história de sofrimento e de servidão. Não se pode compreender os russos sem se tentar, pelo menos, conhecer essas suas raízes.

Estreado no festival de Cannes, e vencedor do prémio Fipresci, esta obra cinematográfica representa o que de melhor se fez em cinema no período soviético. Ainda hoje é aclamado pela crítica e avaliado muito positivamente pelos cinéfilos. Passou na RTP2, no passado dia 2 de Setembro, e é de visionamento obrigatório! Nota 10/10

©Hélder Filipe Azevedo, 7.ix.2016

Livro: Rasputine, uma vida curta.

1507-1Rasputine, uma vida curta, é uma pequena biografia (220 páginas, publicada pela editora Estação Imaginária, em 2015) de Grigori Rasputine, um dos personagens mais enigmáticos e controversos do período final da Rússia czarista. Um homem analfabeto, que não sabia ler, nem escrever, nem sequer contar, e que chegou, por caminhos turvos, a controlar a Rússia do Czar Nicolau II. Rasputine tinha um dom místico, a capacidade de usar a hipnose, através do qual conseguia aliviar algumas doenças femininas da época (histeria, neurastenia, etc) e conseguia, principalmente, aliviar o Príncipe Alexei, herdeiro aparente do trono russo, e que era hemofílico, por herança da sua bisavó, a Rainha Vitória de Inglaterra. Como era o único homem na Rússia que conseguia resolver os problemas associados à hemofilia do Czarevich Alexei, tinha uma completa dominação sobre Nicolau II e a czarina Alexandra Feodorovna. Imbuído numa teia de aproveitamentos e de conspirações, Rasputine conseguiu enriquecer, ter muito poder e, por decorrência, satisfazer os seus nada discretos e comedidos ímpetos sexuais. Era considerado um monge siberiano, mas na verdade era um campónio deslumbrado pelo poder do acaso, um “si banal et si odieux” como o definiu Purishkevich, o seu presumido carrasco. Conta-se que era também um vidente, que conseguia prever o futuro, mas que era incapaz de conhecer factos históricos perfeitamente acessíveis a qualquer letrado. Quando, certa vez, lhe mostraram a fotografia de Karl Marx, Rasputine deslumbrou-se com a figura, tecendo-lhe os maiores elogios, querendo inclusive, conhecê-lo pessoalmente. Ora, Marx tinha morrido há mais de 30 anos! Era um homem que previa o futuro mas desconhecia o passado! Aparte tais pormenores, deve-se salientar a imensa influência que detinha sobre os monarcas russos e as imensas inimizades que cultivou, a tal ponto que foi assassinado, ainda se desconhecendo hoje os reais autores do homicídio. Para a história fica uma espécie de caricatura que apenas desvirtua a existência de um homem que conseguiu viver uma trama notável. O homem sepultado no Neva teria dito certa vez: “Com Deus no pensamento mas com a humanidade no corpo” e isso definira perfeitamente toda a sua conduta e toda a sua tragédia!

Uma leitura muito agradável e bem documentada, da autoria da jornalista e romancista britânica Frances Welch.

© Hélder Filipe Azevedo, 05.IX.2016
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